António Correia de Oliveira

O nosso agrupamento tem como patrono o poeta António Correia de Oliveira (1879–1960), que fez do Minho a sua casa e da paisagem rural do Norte a matéria da sua poesia. A escolha do nome liga a escola ao território que o inspirou e a uma obra que marcou gerações de leitores portugueses.

De São Pedro do Sul a Lisboa

António Correia de Oliveira nasceu a 30 de julho de 1879, em São Pedro do Sul, no distrito de Viseu. Estudou no Seminário de Viseu e partiu depois para Lisboa, onde trabalhou brevemente como jornalista no Diário Ilustrado. Estreou-se muito cedo: Ladainha, o seu primeiro livro de poesia, saiu em 1897, quando tinha 18 anos. Seguiram-se mais de seis décadas de publicação contínua.

Uma vida em Esposende

Em 1912, depois de casar com uma proprietária minhota, fixou residência na freguesia de Antas, concelho de Esposende, indo viver para a Quinta do Belinho. Foi aqui que passou a maior parte da vida e escreveu boa parte da sua obra, profundamente marcada pela natureza, pelo trabalho da terra e pela religiosidade popular do Norte de Portugal.

Poeta de obra vasta, esteve ligado ao saudosismo, a par de Teixeira de Pascoaes, e ao neogarrettismo, e colaborou com o movimento cultural do Integralismo Lusitano. Monárquico convicto, tornou-se uma das vozes poéticas próximas do Estado Novo, com inúmeros textos escolhidos para os livros únicos de Português do ensino primário e secundário, o que levou os seus versos a milhares de salas de aula.

15

nomeações para o Prémio Nobel da Literatura entre 1933 e 1942, o maior número registado para um autor português.

A primeira candidatura, em 1933, foi apresentada por vinte membros da Academia das Ciências de Lisboa. Ao longo da década seguinte, o seu nome voltaria a ser proposto por académicos portugueses e também por membros da Academia Sueca, num reconhecimento que ultrapassou as fronteiras nacionais. O prémio nunca lhe foi atribuído.

Últimos anos e família

António Correia de Oliveira faleceu a 20 de dezembro de 1960, aos 81 anos, na sua casa em Antas, Esposende. Foi pai de José Gonçalo Correia de Oliveira (1921–1976), nascido na Quinta do Belinho, que viria a ser ministro da Economia a partir de 1965.

Marcos

  • 1879Nasce em São Pedro do Sul, a 30 de julho.
  • 1897Publica Ladainha, o primeiro livro de poesia.
  • 1912Fixa-se em Antas, Esposende, na Quinta do Belinho.
  • 1933Primeira nomeação para o Prémio Nobel da Literatura.
  • 1942Recebe a décima quinta e última nomeação.
  • 1960Morre em Antas, a 20 de dezembro, aos 81 anos.

A Quinta do Belinho, em Antas, onde o poeta viveu quase cinquenta anos, continua a ser o principal lugar de memória de António Correia de Oliveira no concelho de Esposende.

O legado literário e humano do nosso patrono permanece vivo entre nós, como fonte de inspiração para todos os que aprendem e crescem neste agrupamento.